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MPB engajada: como a música driblou a censura para falar de política

Descubra como compositores da MPB usaram metáfora e linguagem indireta para criticar a sociedade e a política em tempos de censura.

LLarissa Mercury 15 de julho de 2026 2 min

Descubra como compositores da MPB usaram metáfora e linguagem indireta para criticar a sociedade e a política em tempos de censura.

Por que a linguagem indireta era necessária

Compositores sabiam que letras diretamente críticas ao governo dificilmente passariam pela censura. A solução recorrente era embutir a crítica em narrativas aparentemente distantes: histórias de personagens fictícios, situações cotidianas, imagens simbólicas.

O recurso da personagem-símbolo

Uma estratégia comum era criar um personagem cuja trajetória representasse, de forma simbólica, um comportamento social mais amplo — hipocrisia coletiva, exclusão seletiva, dupla moral —, sem necessidade de citar nomes ou instituições diretamente.

Como o público decodificava as camadas

Parte do público ouvia essas canções apenas como boa música; outra parte reconhecia imediatamente a crítica social por trás da narrativa. Essa dupla leitura era, em si, parte da estratégia: a canção conseguia circular livremente enquanto ainda comunicava sua crítica a quem soubesse ouvir.

Por que essas canções continuam atuais

Muitas dessas composições descrevem padrões de comportamento social — moral seletiva, hipocrisia, exclusão condicionada à utilidade — que não desapareceram com o fim da censura. É por isso que elas continuam sendo reinterpretadas e discutidas décadas depois.

Perguntas frequentes

Por que compositores da MPB usavam linguagem indireta nas letras?

Porque críticas diretas ao governo ou à sociedade dificilmente passariam pela censura vigente em determinados períodos políticos.

Como funcionava o recurso da "personagem-símbolo" nessas músicas?

Um personagem fictício representava, de forma indireta, um comportamento social mais amplo, permitindo a crítica sem citação política explícita.

Essas músicas ainda fazem sentido hoje?

Sim — muitas descrevem padrões sociais (como hipocrisia ou exclusão seletiva) que continuam presentes, o que mantém essas canções relevantes para leituras atuais.

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